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O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para a 1.ª Sessão do Ciclo de Conferências Pintores Portugueses na Europa dos Séculos XV e XVI, por Joaquim Oliveira Caetano, a realizar-se no dia 26 de outubro, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. Nesta conferência, a figura em causa é Álvaro Pires de Évora (1410-1434).
Sinopse
Antes do século XX, não são muitos os artistas portugueses que tiveram uma carreira internacional. Neste ciclo de conversas, em três sessões, trataremos da vida e da carreira de três pintores que tiveram todo seu percurso artístico em cidades italianas e espanholas, inserindo-se mais na história da arte das suas pátrias de adoção do que na arte nacional. Ainda assim, são uma parte importante do legado patrimonial português, mal conhecido e que importa descobrir.
Legenda da Imagem: João Gonçalves, S. Bento e o Milagre do Pão Envenenado, fresco, Abadia beneditina de Florença, meados do século XV.
1.ª SESSÃO — 26 DE OUTUBRO
Álvaro Pires de Évora (1410-1434).
Ativo em Pisa, Volterra, Prato e Florença, Álvaro Pires foi um ativo pintor do gótico internacional, num momento em que a arte toscana dava os primeiros passos na abertura ao Renascimento. É talvez o mais conhecido dos artistas portugueses antes do século XX, com uma obra espalhada por museus de todo o mundo.
2.ª SESSÃO — 16 DE NOVEMBRO
João Gonçalves de Portugal (1436-1469).
Para além de algumas pequenas tábuas atribuídas, a obra conhecida de João Gonçalves, ou Giovanni Gonsalvi di Portogallo, limita-se ao grande ciclo de frescos da vida de S. Bento pintado para o chiostro degli Aranci (claustro das Laranjeiras) na Badia, no centro de Florença. É uma obra delicada, cheia de pormenores atentos à realidade, que o restauro permitiu valorizar.
3.ª SESSÃO — 14 DE DEZEMBRO
Vasco Pereira Lusitano (1535-1609).
Nascido em Lisboa em 1535, mas de família eborense, Vasco Pereira foi para Sevilha aprender pintura na oficina de Luís de Vargas por volta de 1560, e na cidade de Guadalquivir ficou até à sua morte em 1609. Foram décadas em que as fórmulas maneiristas se começavam a repetir e a pintura sevilhana se abria, de forma ainda ténue, ao naturalismo que viria a marcar a grande pintura espanhola do Siglo de Oro. Vasco Pereira, pintor de retábulos e policromador de esculturas, participou nessa mudança e foi dos mais conceituados pintores sevilhanos do seu tempo.
Biografia
Joaquim Oliveira Caetano é doutorado em História da Arte e conservador da coleção de pintura do Museu Nacional de Arte Antiga. Foi diretor do Museu de Évora e diretor interino do MNAA entre 2019 e 2025. Foi docente na Escola Profissional de Recuperação do Património, na Escola Superior de Artes Decorativas, no Ar.Co Escola de Arte e Comunicação de Lisboa e na Universidade de Évora. Autor de dezenas de artigos e livros publicados internacionalmente, é conferencista em museus e universidades de vários países.