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O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para o Ciclo Poemar "A Atenção Começa a Florir, com Frederica Vieira Campos, Isaque Ferreira e Rui de Noronha Ozório, a realizar-se no dia 19 de Março pelas 18:30 horas, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Gaia.
Sinopse
De um dos mais belos versos de Herberto Helder nascem duas sessões do Ciclo Poemar Consigo, em Gaia e Lisboa, para celebrar a primavera no que ela mais nos convoca: o recomeço, inevitável mas sempre inesperado (é o que nos salva) e a atenção que floresce na direcção do espanto em descobrir o que por vezes nem sabíamos que estávamos à procura. Essa descoberta acontece também pela partilha da poesia [Vinicius de Moraes], porque foi para isso que fomos feitos. Como diz Irene Lisboa, é da boca que sai a primavera. Em Gaia, dia 19 de março, o ator Rui de Noronha Ozorio junta-se à harpista Frederica Vieira Campos e a Isaque Ferreira. Em Lisboa, a 20 de março, o dramaturgo e encenador Paulo Campos dos Reis junta-se ao músico e compositor Pedro Jóia na guitarra (Prémio Carlos Paredes, 2008) e a José Anjos.
Muitos foram os poetas que no rigor da espera se deixaram visitar pelo espanto das mais variadas primaveras e de tudo o que as sucede e precede: do recomeço em liberdade de Miguel Torga, à noite esplêndida e vasta de Herberto Helder, até ao dia inicial inteiro e limpo se Sophia de Mello Breyner. Por ora aguardamos, sabendo que, como tão bem escreve Cláudia R. Sampaio: (...) o que ainda não chegou / é infinito. E quando a noite é demais é que amanhece / a cor de primavera que há de vir [José Saramago]. Esperemos juntos.
Biografia
Isaque Ferreira
Leitor de poesia. Programador cultural. Bibliófilo.
Uma das vozes assíduas nas Quintas de Leitura (Porto). Diz poesia em todo o lado. Coordena os Ciclos Música e Poesia e Oficina Locomovente da Poesia (FCM, Famalicão), Poesia na Relva (Paredes de Coura), Vozes Transeuntes (Correntes d’Escritas, Póvoa de Varzim). Integra Caixa Geral de Despojos e Stand Up Poetry. Responsável do laboratório Para que alguns a possam amar. Orienta os laboratórios Poesia Maldita e Expresso Poesia (Matosinhos). Coordenou homenagem a António Reis (Gaia) e Terças com Poesia (Figueira da Foz). Programador do REALIZAR:poesia (Paredes de Coura), MANIFESTUM arte de dizer (Valongo), JUSTIÇA em Poesia & Música (Tribunal da Relação do Porto). Curador de MIL ANOS ME SEPARAM DE AMANHÃ – viagem ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte (Paredes de Coura) e Reencontro com Vergílio Ferreira (Porto). Participa em Terceiro Pano (de João Filipe Jorge), Dia de Visita e A Bicicleta (de Luís Vieira Campos), As Cartas do Rei Artur (de Cláudia Rita Oliveira) e Decrescente (de Saguenail). Antologiou a obra poética de João Habitualmente Um dia tudo isto será meu, Língua de Mar, Esses Ossos e Voz Própria. Dirige a EXEMPLO EXTREMO. Está a ler.
Frederica Campos
Frederica Campos completou a sua licenciatura no Royal College of Music (Londres) com First Class Honours, onde foi bolseira na classe de Daphne Boden.
Apresentou-se em salas como Teatro Municipal do Porto - Rivoli e Campo Alegre, Passos Manuel, Mala Voadora e Espaço Mira, e tocou na ab esturra da exposição “Paula Rego and Her Contemporaries” na 12 Star Gallery em Londres em 2021, a convite de Sua Excelência Embaixador de Portugal Manuel Lobo Antunes. Estreou-se como solista na sala Suggia da Casa da Música (2018) e foi acompanhada pela Orquestra Filarmónica Portuguesa em diferentes cidades em Portugal.Participou em duo com Manuel João Vieira no festival Realizar: Poesia 2017 em Paredes de Coura. Estreou a peça “En.Harmonico” de Rui Penha, para harpa e eletrónica, nos Reecontros de Musica Contemporânea 2017 em Aveiro. Participou também no Tanzkongress 2019 em Dresden com direção artística de Meg Stuart. Criou ainda a música para "Cineclube" (2020), um filme de Saguenail. Em 2022 estreou “Well that was quick wasn’t it?”, uma performance audiovisual electro-acústica e a sua primeira experiencia como artista sonora.Tem um interesse especial em dança e movimento, em Alexander Technique e em educação criativa e alcance comunitário Nasceu no Porto e vive entre Londres e Porto. O seu diário artístico pode ser encontrado na sua conta de Instagram em @frederica_sound.
Rui de Noronha Ozório
Rui de Noronha Ozorio nasceu no Porto a 6 de Maio de 1980. Poeta, com um livro publicado pela Poetria em 2019 (Mar Subverso) e poemas dispersos publicados em algumas antologias e periódicos. Licenciado em Jornalismo, trabalhou como Repórter no Porto Canal e foi Editor-chefe do Periódico de Artes e Culturas Urbanas Idiot Mag. Estreia-se como Actor em 2005, e encenador em 2019, com o espectáculo Mariana Pineda (Garcia Lorca) no Teatro da Vilarinha, que lhe valeu o prémio de mérito artístico UFP em Pessoa. Professor de Voz na Universidade Fernando Pessoa e professor convidado de Laboratório de Texto na licenciatura de Teatro da Universidade do Minho. Dizedor, dinamizador e criador de vários ciclos poéticos e de leituras encenadas desde 2014 (ciclo Agustina, Poesia no Castelo, Noites Mal-Ditas, etc).