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O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para o Ciclo de Conferências A Escuta do Mundo, por Nuno Artur Silva, a realizar-se no dia 29 de junho, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.
Sinopse
Em 2026 celebram-se os 50 anos da Constituição da República Portuguesa, aprovada e decretada em 2 de abril de 1976. Nos tempos conturbados que vivemos, mais que nunca devemos celebrar a liberdade que nos trouxe o dia 25 de abril de 1974 e a Constituição da República Portuguesa que a Assembleia Constituinte aprovou em 2 de abril de 1976 e que aqui lembramos, porque na confusão circunstancial do que é acessório nunca nos devemos esquecer do essencial.
Vivemos num tempo em que o espaço público, as redes sociais no seu sentido lato, estão a ser assaltadas por um discurso do ódio que exacerba divisões, tornando impraticável a noção de chão comum. É um novo tempo de ignorância, abuso e violência.A pressão é grande para quem vive o tempo presente e não tem garantidos: a paz, o pão, a habitação, saúde ou educação. Não podemos esquecer o que diz a canção: “Só há liberdade a sério quando houver liberdade de mudar e decidir” (Sérgio Godinho).
Uma vez perguntei a Mário Soares qual era a qualidade fundamental para se ser um político. Ele respondeu sem hesitar: a coragem. “O segredo da felicidade é a liberdade e o segredo da liberdade é a coragem” (Tucídides). A melhor definição de coragem que conheço é de Ernest Hemingway: “grace under pressure.” Temos de fazer o elogio da política, contrariando os que dizem mal da política, os que dizem que os políticos são todos iguais e os que não querem saber de política – temos de ser todos políticos. Cidadãos. “We, the people.”
Os grandes problemas para resolver são: a pobreza, as guerras e as alterações climáticas. O resto daí decorre. Ação política, sabendo que para resolver os três problemas o segredo é sempre: a educação, o conhecimento e o domínio da tecnologia (IA incluída). A política tem de acabar com o medo do futuro, acabar com o medo. Não é preciso acreditar em nenhuma religião, é só gostar de música e dançar. Rir ajuda. Vamos a isso?
A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:
Princípios fundamentais
Artigo 1.º (República Portuguesa)
Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.
Artigo 2.º (Estado de direito democrático)
A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efetivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.
Artigo 3.º (Soberania e legalidade)
1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.
3. A validade das leis e dos demais atos do Estado, das regiões autónomas, do poder local e de quaisquer outras entidades públicas depende da sua conformidade com a Constituição.
3.ª SESSÃO — 29 DE JUNHO
Revista do mês de maio.
Biografia
Nuno Artur Silva nasceu em Lisboa. É autor, diretor criativo e produtor de livros, peças de teatro, eventos, séries e programas de televisão. Apresentador de programas de rádio e televisão de cultura, de debate político e de humor, foi fundador e diretor da Produções Fictícias, agência criativa; fundador e diretor do Canal Q; fundador e publisher do jornal satírico O Inimigo Público. Foi administrador da RTP (2015-2018), com o pelouro dos conteúdos. Foi Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media no XXII Governo Constitucional (2019-2022). É professor na Universidade Lusófona, na Licenciatura em Cinema e Artes dos Media e no Mestrado Kino Eyes. Recentemente editou dois livros originais para crianças: Síul, Epilif e o Grande Zigomático, com ilustrações de Pierre Pratt; e Como É Que Os Nossos Amigos Ficam Nossos Amigos – Teoria Universal da Amizade, com desenhos de João Fazenda, ambos da Bertrand Editora. O seu último livro é Erros Meus – Poesia Incompleta (1985/2025), Edição Imprensa Nacional.