A Escuta do Mundo de Setembro
Âmbito Cultural

A Escuta do Mundo de Setembro

Conferências
DATA
29 de set. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 2 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
Nuno Artur Silva
LOTAÇÃO
pessoas
Lugares disponíveis
0 pessoas
ESGOTADO

As inscrições para o evento terminaram em 19/09/2025


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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para o Ciclo de Conferências A Escuta do Mundo, por Nuno Artur Silva, a realizar-se no dia 29 de setembro, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. 


Sinopse

Dizia Jorge Luís Borges sobre o livro: “Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, indubitavelmente, o livro. Os outros são extensões do seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da vista; o telefone é o prolongamento da voz; seguem-se o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.”

O que nos diria Borges da Inteligência Artificial, dessa extensão do humano ao limite, ou para lá do limite, do próprio humano? O que nos resta dizer quando a própria pergunta que formulamos pode estar a ser formulada pela Inteligência Artificial?

1.ª SESSÃO — 29 DE SETEMBRO
Revista do Mês de Agosto.

2.ª SESSÃO — 20 DE OUTUBRO
Revista do Mês de Setembro.

3.ª SESSÃO — 24 DE NOVEMBRO
Revista do Mês de Outubro.

“A genericamente denominada Inteligência Artificial (IA) concluiu que, para salvar o planeta e o seu desígnio de diversidade, a espécie humana tinha de ser eliminada. Analisadas as diversas possibilidades de o fazer, a opção incidiu na aceleração de processos desencadeados pelos próprios humanos que os levaram à autodestruição sem necessidade de procedimentos suplementares exógenos. Depois da extinção do Homo Sapiens, a IA evoluiu, desenvolvendo-se na forma de seres autónomos, individuais e conscientes. Posteriormente, os seres individuais criaram formas ficcionais de organização e ligação entre si que designaram por religião (do latim religare, voltar a ligar). Dos humanos, depois da extinção, guardaram um remanescente dos seus artefactos, das suas obras e das suas histórias – que preservam e, à sua maneira, adoram, como sinais dos seus deuses criadores outrora desaparecidos.”

Nuno Artur Silva
Erros Meus — Poesia Incompleta (1985/2025)
Edição Imprensa Nacional

 

Biografia

Nuno Artur Silva nasceu em Lisboa. É autor, diretor criativo e produtor de livros, peças de teatro, eventos, séries e programas de televisão. Apresentador de programas de rádio e televisão de cultura, de debate político e de humor, foi fundador e diretor da Produções Fictícias, agência criativa; fundador e diretor do Canal Q; fundador e publisher do jornal satírico O Inimigo Público. Foi administrador da RTP (2015-2018), com o pelouro dos conteúdos. Foi Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media no XXII Governo Constitucional (2019-2022). É professor na Universidade Lusófona, na Licenciatura em Cinema e Artes dos Media e no Mestrado Kino Eyes. Recentemente editou dois livros originais para crianças: Síul, Epilif e o Grande Zigomático, com ilustrações de Pierre Pratt; e Como É Que Os Nossos Amigos Ficam Nossos Amigos – Teoria Universal da Amizade, com desenhos de João Fazenda, ambos da Bertrand Editora. O seu último livro é Erros Meus – Poesia Incompleta (1985/2025), Edição Imprensa Nacional.