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VER MAIS EVENTOSO Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para o Curso Amor.... Vamos ao Cinema?, por Mário Augusto, a realizar-se nos dias 18 e 25 de fevereiro, 4 e 11 de março, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.
Sinopse
O amor e romance, enquanto narrativa cinematográfica, sempre estiveram muito presentes no cinema desde os primórdios. Já no tempo do mudo se produziam versões simplificadas de obras literárias populares – sem diálogos, encontravam expressão emocional nos olhares e nos gestos ampliados, tratando temas universais como paixão, desejo, sacrifício e destino. Com a chegada do sonoro, o romance encontrou novos caminhos – e muitas vezes resultava numa fusão bem emparelhada com a comédia num casamento duradouro. Assim nasceram as grandes comédias românticas das décadas de 1930 e 40: as populares screwball comedies (expressão do basebol para bolas com trajetória inesperada). Esse era o tom dessas histórias: narrativas aceleradas, reviravoltas patéticas, diálogos rápidos e situações invulgares. O conflito amoroso era o centro, mas recheado de um humor afiado para um final feliz.
Os grandes romances, por sua vez, definiram o período clássico de Hollywood. Embora sempre tivessem existido cenas românticas no cinema, o género consolidou-se de forma dramática em ícones como E Tudo o Vento Levou, Casablanca e outras produções inesquecíveis. São dramas ambientados em cenários históricos, mas com a paixão como núcleo central da narrativa. A partir da década de 1950, no pós-guerra e face a grandes transformações sociais, a comédia romântica adaptou-se aos novos tempos com argumentos mais sofisticados. Estrelas como Audrey Hepburn e Cary Grant brilharam nesse período. O romance dramático abriu espaço a histórias mais realistas: paixões proibidas, relacionamentos complexos, finais menos idealizados. Essa evolução prolongou-se pelas décadas seguintes, especialmente nos anos de 1960 e 70, quando tanto comédias como romances passaram a refletir as grandes mudanças sociais. Temas como sexualidade, liberdade individual e, sobretudo, a transformação do papel da mulher entraram nas narrativas. Basta lembrar A Primeira Noite de Mike Nichols ou Annie Hall de Woody Allen.
O amor dramático ou a comédia romântica reinventam-se continuamente. No cinema, o amor mantém grande importância, não apenas comercial mas também cultural: abordando valores sociais, retratos de vidas que funcionam como escapismo e espelho das relações humanas. São testemunhos da evolução da sociedade nas formas de seduzir, rir, amar e contar histórias. Em quatro sessões, aprende-se a identificar o amor nas grandes e mais inesquecíveis produções do cinema, com histórias e curiosidades dos bastidores e a análise dos filmes que nos ficam na memória.
1.ª SESSÃO — 18 DE FEVEREIRO
Amor sem palavras
Como se declarava a paixão quando os filmes eram mudos.
2.ª SESSÃO — 25 DE FEVEREIRO
Grandes amores e escapadelas
Os maiores romances épicos, fora e dentro do ecrã.
3.ª SESSÃO — 4 DE MARÇO
Amor com um sorriso
A receita infalível das comédias românticas.
4.ª SESSÃO — 11 DE MARÇO
Amor dos tempos modernos
As múltiplas formas de amor no cinema de hoje.
Biografia
Mário Augusto nasceu em março de 1963. É jornalista de televisão desde 1986 (o que mais estrelas de cinema entrevistou em Portugal) e autor e apresentador de vários programas de divulgação cinematográfica. Realizou e produziu documentários premiados e foi autor de argumentos para o pequeno ecrã. Criou e dirigiu a revista Cinemania e o projeto Academia RTP, destinado a descobrir e formar novos criadores de audiovisual. Foi um dos fundadores da SIC. Coordena e apresenta o mais antigo magazine de cinema da televisão portuguesa, Janela Indiscreta.