Evento aberto ao público.
O Âmbito Cultural do El Corte Inglés e a Editorial Caminho têm o prazer de convidar para a apresentação do livro Condor, de António Carlos Cortez, a realizar-se no dia 29 de setembro pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. A apresentação ficará a cargo de Jorge Vaz de Carvalho, poeta, ensaísta, cantor lírico e professor universitário.
Sinopse
Condor é a ave altaneira que, na mitologia andina, representa o intermediário entre o mundo celeste e o mundo dos homens. Mensageiro divino, o condor é o maior pássaro da terra e o único animal que pode olhar o sol de frente, sem cegar.
Na leitura alegórica que António Carlos Cortez aqui propõe, o condor é o próprio poema, augúrio, profecia e símbolo de um despertar pessoal e colectivo. São muitos os ecos da tradição literária que funcionam como subtextos destes vinte e sete poemas longos. Kavafy, M. S. Lourenço, Pedro Salinas, Oscar Hahn, Propércio e Yeats; Verlaine, Fernando Pessoa, Alberto Caeiro, Jorge de Sena, Sophia e Ramos Rosa; Gastão Cruz, Fiama, Octavio Paz e Karl Krauss, vozes convocadas em epígrafe ou transformadas em personagens do teatro dramático que o autor de Jaguar (2019) aqui constrói.
Dividido em quatro secções ("Areia de Outono & Oito Meditações", "Saturno", "Coração do Livro" e "Condor"), nestes 27 poemas Cortez responde quer à prosa poética de Jaguar, quer à arte sonestística de Diamante (2021), experimentando agora o poema longo, o verso caudaloso, a intersecção de planos (o real e o sonho, a vida e a morte, o furor e o amor, o passado e o presente). A escrita obedece a uma dicção que oscila entre a melancolia e a violência da ternura.
Biografia
Poeta, ensaísta, crítico literário e professor de Literatura Portuguesa, António Carlos Cortez é doutorado em Ciências da Literatura pela Universidade do Minho. É colaborador permanente do Jornal de Letras, onde assina a coluna de crítica literária “Palavra de Poesia” desde 2003, e do Diário de Notícias, onde assina a coluna de cultura e educação “Direto à Leitura”. Assina também a coluna de cultura e livros “Nosso Tempo”, no semanário Sol. Escreveu cerca de 15 livros de poesia, romances como Um Dia Lusíada (Caminho, 2022) e o livro de contos Cenas Portuguesas (Caminho, 2024).