As potencialidades cognitivas da arte do acto de criação ao acto de fruição
Âmbito Cultural

As potencialidades cognitivas da arte do acto de criação ao acto de fruição

Conferências
DATA
28 de fev. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Gaia Porto - Avda. da República, 1435, 4430-999 Vila Nova de Gaia, Porto - Sala de Âmbito Cultural de Gaia, Piso 6
ORADOR
Kátia Andrade
ESGOTADO

As inscrições para o evento terminaram em 27/02/2026


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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para a conferência "As Potencialidades Cognitivas da Arte: Do acto de criação ao acto de fruição", de Kátia Andrade, a realizar-se no dia 28 de fevereiro pelas 18:30 horas, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Gaia. 

Sinopse

A arte, expressão essencialmente humana, manifesta-se tanto no acto de criação como no acto de fruição, proporcionando múltiplas oportunidades de estimulação cognitiva. O processo criativo, nas suas mais diversas formas, estimula o pensamento divergente, a atenção, a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva. Esta prática promove alterações estruturais no cérebro, fortalece redes neuronais e contribui para a reserva cognitiva. Por outro lado, o acto de fruição, ou seja, a capacidade de apreciar ou contemplar a arte produzida por outrém, activa áreas sensoriais e emocionais, promovendo a empatia e o bem-estar psicológico. De forma indirecta, esta prática contribui também para a reserva cognitiva e para a saúde mental. A conjugação destes dois aspectos cria um ciclo de estimulação cognitiva e emocional, fundamental para o desenvolvimento intelectual e para a manutenção de um cérebro saudável ao longo da vida, com impacto social importante. Esta conferência terminará com uma experiência artística: a cientista dará voz à poeta, com um recital de poesia e uma breve apresentação das suas últimas obras.

Biografia

Katia Andrade é neurologista no Institut de la Mémoire et de la Maladie d’Alzheimer e investigadora associada no FrontLab, Institut du Cerveau, ambos os institutos no hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. Fez o seu doutoramento em Neurociências cognitivas na Sorbonne Université. Como investigadora, tem-se dedicado particularmente ao estudo da anosognosia (não consciência dos défices) na doença de Alzheimer, com publicações científicas de relevo nesta área. Em paralelo, tem cultivado a Poesia e a Fotografia. “A Alegria Como Princípio / Les Arbres”, livro-duplo bilingue, é a sua obra poética mais recente.