Churchill e a Inteligência Artificial
Âmbito Cultural

Churchill e a Inteligência Artificial

Conferências
DATA
04 de dez. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 2 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
Nuno Sanches de Baena Ennes
ESGOTADO

As inscrições para o evento terminaram em 04/12/2025


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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para a conferência Churchill e a Inteligência Artificial, por Nuno Sanches de Baena Ennes, a realizar-se no dia 4 de dezembro pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. 


Sinopse

A relação de Winston Churchill com a Inteligência Artificial é, em muito, especulativa, já que viveu entre 1874 e 1965, bem antes dos avanços tecnológicos que permitiram o desenvolvimento das aplicações modernas mais complexas de IA. Porém, com base na sua personalidade, pensamento estratégico, experiência histórica e visão de futuro, podemos imaginar como Churchill se relacionaria com tal tecnologia. Desde logo, com curiosidade intelectual e abertura, já que era extremamente curioso e atento aos avanços tecnológicos e científicos. Depois, considerando o potencial estratégico da IA na guerra e na diplomacia, enquanto instrumento poderoso de espionagem e contrainformação, análise de cenários militares e apoio a decisões políticas e diplomáticas complexas. Last, but by no means, least, vendo-a como instrumento para a melhoria dos padrões de vida de muitos e, portanto, útil também na paz (e para a paz).

Churchill veria também a IA com preocupação: apesar de simpatizar com a tecnologia, tinha profunda consciência dos perigos a que ela podia conduzir, como o uso indevido do poder e o autoritarismo. Podia então temer que a IA servisse regimes totalitários para vigilância em massa, desumanizar decisões éticas ou substituir o papel do juízo moral humano. Se vivesse hoje, Churchill certamente usaria a sua oratória para moldar o debate público sobre a IA, dizendo algo como: “A inteligência artificial pode ser o nosso servo mais fiel ou o nosso mestre mais impiedoso. Cabe-nos a nós determinar o seu papel na marcha da civilização.”

 

Biografia

Nuno Sanches de Baena Ennes é licenciado em Direito pela Universidade Clássica, advogado e consultor jurídico de empresas. Em 2021 foi admitido no mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais: Segurança e Defesa, no Instituto de Estudos Políticos (IEP) da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Orientado por João Carlos Espada, concluiu-o em 2024 com a dissertação Churchill, Savrola e o Futuro da Democracia, aprovada com 19 valores, dedicada ao pensamento político de Churchill a partir da primeira obra que este começou a escrever: Savrola. É candidato a doutoramento no IEP, tendo como foco o pensamento político de Churchill, e autor de vários artigos científicos publicados em revistas da especialidade.