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O Âmbito Cultural do El Corte Inglés e a Associação MOG – Movimento Oncológico Ginecológico têm o prazer de convidar para a conferência e apresentação da exposição homónima Cicatrizes na Primeira Pessoa, a realizar-se no dia 17 de setembro pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. A mesa-redonda ficará a cargo de Miguel Valle de Figueiredo, Sandra Carmo, Luzia Travado, Neuza Santos, Cláudia Fraga e Beatriz Viegas. A exposição ficará patente até 2 de outubro.
Sinopse
Cicatrizes na Primeira Pessoa é um projeto da Associação MOG – Movimento Oncológico Ginecológico, que utiliza o poder da arte fotográfica para retratar mulheres que vivem ou viveram com cancros ginecológicos, dando voz às suas histórias e promovendo a humanização da doença.
Através das fotografias de Miguel Valle de Figueiredo e Sandra Carmo, os corpos são apresentados sem filtros nem ocultações, assumindo as cicatrizes como parte de uma narrativa maior: histórias de sobrevivência e de uma beleza que não se mede pela ausência de marcas, mas pela verdade que dão a conhecer.
A inauguração será acompanhada por uma mesa-redonda dedicada à reflexão sobre a perspetiva dos fotógrafos e o impacto da autoimagem e da autoestima na saúde mental em contexto de doença oncológica. Participam nesta conversa os autores das imagens expostas; as psicólogas Luzia Travado e Neuza Santos; Cláudia Fraga, presidente da Associação MOG, e Beatriz Viegas, diretora da revista OncoGlam.
A iniciativa inclui-se nas atividades da MOG para assinalar o Setembro Roxo, mês dedicado a promover a sensibilização sobre os cancros ginecológicos.
Cicatrizes na Primeira Pessoa
Uma cicatriz é mais do que um simples risco na pele. Guarda a memória de uma tempestade e da dor transformada em força, revelando o testemunho de quem atravessou o abismo e regressou com a prova de que é possível recomeçar.
Nas fotografias de Miguel Valle de Figueiredo e Sandra Carmo, oito mulheres partilham os seus corpos sem esconder o que o tempo e o cancro lhes deixaram. As cicatrizes deixam de ser feridas para se tornarem narrativas: histórias de sobrevivência, de coragem e de uma beleza que não se mede pela ausência de marcas, mas pela verdade que dão a conhecer.
Cada imagem afirma-se como um grito contra o preconceito e uma celebração da autoestima. As linhas que cruzam o abdómen tornam-se também pontes de salvação, sinais de orgulho, marcas que lembram que a vida continuou e que cada dia vivido é uma vitória.
Estas cicatrizes não pesam. Tornam-se leves, quase luminosas, porque carregam em si gratidão: pelos que cuidaram, pelos que trataram, pelos que apoiaram. São a prova de que, depois da tempestade, é possível florescer.
Este projeto nasce para quebrar o silêncio, desfazer estigmas e lembrar que aceitar o corpo não significa desistir dele, mas honrá-lo, reconhecendo, com dignidade, cada marca.
Mais do que uma exposição, “Cicatrizes na Primeira Pessoa” é um tributo à resistência feminina, à ciência que salva vidas e ao poder da entreajuda, que aumenta substancialmente a vontade de viver. Um convite para olharmos as nossas próprias cicatrizes, visíveis ou invisíveis, como símbolos de conquista.
É também por isso que a associação MOG existe.
Biografias
Miguel Valle de Figueiredo e Sandra Carmo são fotógrafos e os autores desta exposição fotográfica Cicatrizes na Primeira Pessoa.
Luzia Travado é psicóloga.
Neuza Santos é psicóloga júnior e aluna de doutoramento em Psicologia.
Cláudia Fraga é Presidente da Associação MOG – Movimento Oncológico Ginecológico.
Beatriz Viegas é diretora da revista OncoGlam.