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O Âmbito Cultural do El Corte Inglés e a "Exemplo Extremo" tem o prazer de convidar para o Ciclo Poemar Consigo "Num Vibrar por Simpatia", por Amélia Muge, José Anjos e Isaque Ferreira, a realizar-se no dia 11 de Novembro, pelas 18:30 horas, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Gaia – Piso 6.
Sinopse
Há vozes que fazem eco em nós antes mesmo de sabermos o motivo. É esse fenómeno intangível que dá o mote a Num Vibrar por Simpatia, o par de sessões do ciclo POEMAR no El Corte Inglés de Gaia e de Lisboa, cujo título se inspira directamente no mais recente livro de Amélia Muge, uma das figuras mais singulares e completas da cultura portuguesa contemporânea e convidada especial destas sessões.
Com uma imensa carreira marcada pela constante reinvenção, a cantautora destaca-se tanto pelas suas criações a solo — desde o histórico álbum Múgica ao mais recente e aclamado Amélias — como pelo seu legado enquanto compositora para outras grandes vozes.
Estes encontros celebram o itinerário multifacetado da artista, no qual a música e a literatura se fundem de forma indissociável. Através de uma conversa sem guião, de leituras partilhadas com Isaque Ferreira e José Anjos, e de canções despidas de artifícios — cantadas à capela —, o público é convidado a sintonizar-se com esta robusta cumplicidade. Criam-se, assim, dois entardeceres de ressonâncias partilhadas, onde a melodia e a poesia vibram exactamente na mesma frequência.
Deixem-se contagiar por esta vibração.
Biografia
Amélia Muge
Cantora, autora, compositora, ilustradora.
Tem assumido colaborações de interpretação e autoria quer com outros artistas de vários géneros musicais, quer com grupos de teatro, dança e audio-visuais. Tem também colaborado com projectos de animação comunitária. Referências ligadas à música de tradição em geral, à canção de texto e aos novos vocabulários sonoros e estéticos contemporâneos.
Entre os trabalhos mais recentes, destaca-se o álbum AMÉLIAS (2022), considerado um dos dez melhores produzidos em Portugal nos últimos cinco anos pela revista inglesa Songlines (2024). Em 2024 e 2025 apresentou-se em concerto com o grupo Sopa de Pedra (Feira do Livro do Porto), Ricardo Ribeiro (Museu do Fado) e Ana Lua Caiano (Conta-me).
O livro-álbum Um gato é um gato (2024) foi distinguido pela revista Visão como um dos cinco melhores livros infantojuvenis do ano. Em 2026 lançou, nas Correntes d'Escritas, Vibrar por simpatia, uma obra que cruza poesia, linguagem plástica e ensaio metodológico. Em maio do mesmo ano participou, no Teatro Maria Matos, no concerto Assim a Casa seja, ao lado de Filipe Raposo e Ricardo Parreira, numa homenagem a Lídia Jorge. Ilustrou ainda o livro Nas 7 quintas, com textos de Regina Guimarães e composições de Susana Ralha, integrado nas comemorações dos 50 anos do Bando dos Gambozinos.
José Anjos
José Anjos nasceu em Lisboa (1978) e é formado em Direito, poeta e músico. Tem quatro livros de poesia publicados e participa em vários projetos como baterista, guitarrista e diseur. Vive com um gato.
Isaque Ferreira
Leitor de poesia. Programador cultural. Bibliófilo.
Uma das vozes assíduas nas Quintas de Leitura (Porto). Diz poesia em todo o lado. Coordena os Ciclos Música e Poesia e Oficina Locomovente da Poesia (FCM, Famalicão), Poesia na Relva (Paredes de Coura), Vozes Transeuntes (Correntes d’Escritas, Póvoa de Varzim). Integra Caixa Geral de Despojos e Stand Up Poetry. Responsável do laboratório Para que alguns a possam amar. Orienta os laboratórios Poesia Maldita e Expresso Poesia (Matosinhos). Coordenou homenagem a António Reis (Gaia) e Terças com Poesia (Figueira da Foz). Programador do REALIZAR:poesia (Paredes de Coura), MANIFESTUM arte de dizer (Valongo), JUSTIÇA em Poesia & Música (Tribunal da Relação do Porto). Curador de MIL ANOS ME SEPARAM DE AMANHÃ – viagem ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte (Paredes de Coura) e Reencontro com Vergílio Ferreira (Porto). Participa em Terceiro Pano (de João Filipe Jorge), Dia de Visita e A Bicicleta (de Luís Vieira Campos), As Cartas do Rei Artur (de Cláudia Rita Oliveira) e Decrescente (de Saguenail). Antologiou a obra poética de João Habitualmente Um dia tudo isto será meu, Língua de Mar, Esses Ossos e Voz Própria. Dirige a EXEMPLO EXTREMO. Está a ler.
Uma oportunidade para observar de perto a mecânica por trás da música que se lê e da poesia que se canta.