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O Âmbito Cultural do El Corte Inglés e a "Exemplo Extremo" tem o prazer de convidar para o Ciclo Poemar Consigo "O Norte das Palavras", por Carlos Tê, Rui David e Isaque Ferreira, a realizar-se no dia 16 de Outubro, pelas 18:30 horas, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Gaia – Piso 6.
Sinopse
Há palavras que desenham geografias, e muitas delas trazem a assinatura de Carlos Tê.
Neste Poemar Consigo, o escritor junta-se ao cantautor Rui David para uma viagem imperdível pela marcenaria da escrita. A sessão, guiada por Isaque Ferreira, cruza a conversa descontraída, com leitura de poemas e momentos musicais.
O foco é o percurso único do autor que deu expressão à voz de Rui Veloso e dos Clã. Debate-se a linha fina que separa a criação da canção e do poema, pretexto para revisitar o seu mais recente livro, A Invenção do Canto e Outros Versos. Com a cumplicidade de Rui David, parceiro habitual destas andanças e intérprete recorrente do cancioneiro do letrista, a tarde propõe um tributo às palavras. Uma oportunidade para observar e perto a mecânica por trás da música que se lê e da poesia que se canta.
Biografia
Carlos Tê
Carlos Tê nasceu no Porto em 1955. Colaborou em revistas de poesia como Avatar, Quebra-Noz e Pé-de-Cabra.
É autor dos romances O Voo Melancólico do Melro e Arquibaldo, de Contos Supranumerários, dos livros de poesia Penso Sujo e Cimo de Vila (com ilustrações de Manuela Bacelar) e de Três Peças em Volta de Canções e Um Monólogo sobre Futebol. O seu mais recente livro é A Invenção do Canto e Outros Versos. Como compositor, participou em discos de Rui Veloso, Jafumega, Clã, Cabeças no Ar, Canto Nono, com José Mário Branco e Jorge Palma. Foi também o argumentista de Estrada Branca, de Mónica Salmaso e José Pedro Gil.
Rui David
Rui David. Os quinze minutos de fama teve-os em 2018, quando participou no Festival da Canção com o tema Sem Medo, de Jorge Palma. O seu disco de estreia como cantautor, Contraluz, chegou um ano depois, contando com colaborações de Jorge Palma, Manel Cruz, Carlos Tê e Miguel Araújo. Nos últimos anos, tem-se dedicado à criação e interpretação de espectáculos de poesia e música (Como Se Desenha Uma Casa, Cabral e Paisagem para Torga são os mais recentes) e, nesse contexto, tem musicado textos de vários poetas, entre eles João Habitualmente, Francisca Camelo, Miguel Torga, Rui Pires Cabral e Rui Lage. Desde 2011 trabalha de forma consistente em teatro, como músico, cantor, sonoplasta e director musical.
Isaque Ferreira
Leitor de poesia. Programador cultural. Bibliófilo.
Uma das vozes assíduas nas Quintas de Leitura (Porto). Diz poesia em todo o lado. Coordena os Ciclos Música e Poesia e Oficina Locomovente da Poesia (FCM, Famalicão), Poesia na Relva (Paredes de Coura), Vozes Transeuntes (Correntes d’Escritas, Póvoa de Varzim). Integra Caixa Geral de Despojos e Stand Up Poetry. Responsável do laboratório Para que alguns a possam amar. Orienta os laboratórios Poesia Maldita e Expresso Poesia (Matosinhos). Coordenou homenagem a António Reis (Gaia) e Terças com Poesia (Figueira da Foz). Programador do REALIZAR:poesia (Paredes de Coura), MANIFESTUM arte de dizer (Valongo), JUSTIÇA em Poesia & Música (Tribunal da Relação do Porto). Curador de MIL ANOS ME SEPARAM DE AMANHÃ – viagem ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte (Paredes de Coura) e Reencontro com Vergílio Ferreira (Porto). Participa em Terceiro Pano (de João Filipe Jorge), Dia de Visita e A Bicicleta (de Luís Vieira Campos), As Cartas do Rei Artur (de Cláudia Rita Oliveira) e Decrescente (de Saguenail). Antologiou a obra poética de João Habitualmente Um dia tudo isto será meu, Língua de Mar, Esses Ossos e Voz Própria. Dirige a EXEMPLO EXTREMO. Está a ler.
Uma oportunidade para observar de perto a mecânica por trás da música que se lê e da poesia que se canta.