Curso "A História das Religiões"
Âmbito Cultural

Curso "A História das Religiões"

Cursos
DATA
22 de jun. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 1 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
Paulo Mendes Pinto
Tem interesse neste evento?
INSCREVA-SE

Há lugares disponíveis, clique acima para fazer a sua inscrição.


DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para o curso A História das Religiões – As Grandes Revoluções Fundamentalistas dos Sécs. XIX a XXI, por Paulo Mendes Pinto, a realizar-se nos dias 22, 23, 25 e 29 de junho e 1 de julho, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.

 
Sinopse 

Depois de uma longa época em que no séc. XX se equacionou a religião como crescentemente fora do espaço público e remetida apenas para o universo pessoal, o final desse século veio dar corpo àquilo que tradicionalmente se designa como “o regresso do sagrado”. Primeiro, com o aparecimento de novos movimentos religiosos que quebraram esse aparente afastamento da sociedade ao religioso e, depois, com o surgimento quase quotidiano de matriz islâmico, as ciências sociais e humanas e a própria sociedade compreenderam que a religião era parte essencial para analisar a contemporaneidade.

As dinâmicas religiosas que hoje podemos encontrar nas chamadas sociedades ocidentais mesclam o resultado multicultural das grandes migrações que tem tido lugar com um jogo de tensões identitárias em que algumas comunidades procuram o outro como modelo, ao passo que outras se encostam cada vez mais a movimentos conservadores ou até nacionalistas. Com igual grau de complexidade, a par de um crescente afastamento da prática religiosa, institucional, onde proliferam os crentes sem religião, vemos crescer movimentos religiosos profundamente fundamentalistas e onde a prática transborda para a totalidade do quotidiano.


1.ª SESSÃO — 22 DE JUNHO
O confronto com a modernidade
O Pensamento Científico, a “dúvida metodológica” e a Religião: conceber o mundo sem Deus; o “desencantamento do mundo”. As ideias de apocalipse e de literalismo bíblico como contraponto à evolução científica: as raízes dos negacionismos. A recusa do liberalismo e a moral puritana.

2.ª SESSÃO — 23 DE JUNHO
Os novos movimentos fundamentalistas
Mórmons, Adventistas do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová, Pentecostalismo.

3.ª SESSÃO — 25 DE JUNHO
A Igreja Católica face à modernidade e ao liberalismo
Ultramontanismo e o negacionismo científico em Portugal. O Concílio Vaticano I e a infalibilidade papal. A Encíclica Rerum Novarum. Os fantasmas da Maçonaria, do Judaísmo e do Protestantismo. A aproximação aos regimes ditatoriais do séc. XX. Da abertura da igreja católica à contemporização com a ciência.

4.ª SESSÃO — 29 DE JUNHO
O “Regresso do Sagrado”: do declínio das instituições religiosas à vitória das espiritualidades
O abandono da prática católica (apesar) e o Concílio Vaticano II. A “ocidentose” e a descoberta do oriente com o movimento hippie. As novas formas de busca religiosa: o bric a brac religioso, os crentes sem religião/ “desigrejados”. A múltipla pertença e a experimentação como resultado da busca espiritual. Os movimentos espirituais de mais agregação: a New Age, o Neopaganismo, o Budismo, a Maçonaria.

5.ª SESSÃO — 1 DE JULHO
O ressurgir dos fundamentalismos religiosos
Os movimentos católicos conservadores de maior sucesso entre os jovens (o exemplo dos Arautos do Evangelho). O sucesso dos Mórmons (em meio urbano). O sucesso das Testemunhas de Jeová (em meio rural). A conversão de europeus e norte-americanos ao Islão. O exponencial crescimento das igrejas neopentecostais na América do Sul.


Biografia

Paulo Mendes Pinto é especialista em História das Religiões, com trabalho sobretudo na área da Mitologia Antiga e Estudos Judaicos. Dirige a área de Ciência das Religiões na Universidade Lusófona desde 2006. Foi Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões (2015-18) e fundador da European Academy for Religions (2017). É membro do Conselho Consultivo da Associação de Professores de História e Membro Correspondente da Academia Brasileira de Filosofia.