Curso "Fogos que Ardem"
Âmbito Cultural

Curso "Fogos que Ardem"

Cursos
DATA
13 de jan. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 1 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
Emília Ferreira
ESGOTADO

As inscrições para o evento terminaram em 28/01/2026


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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para o Curso Fogos que Ardem, por Emília Ferreira, a realizar-se nos dias 13, 15, 20, 27 e 28 de janeiro, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.

 
Sinopse 

Será o amor um tema piroso? Ou será o motor relacional e cultural que a história comprova e que, de acordo com vários filósofos contemporâneos, é o grande eixo do pensamento social, político e cultural do século XXI? E, entre uma produção de séculos, conseguiremos decifrá-lo?

Nas últimas décadas, o amor tem ganho terreno filosófico, recuperando a análise da sua existência multifacetada, do erotismo à amizade, passando pelo amor próprio e altruísmo, pela agapê (ou caridade) e empatia. Resposta social e cultural às nossas diversas necessidades afetivas, muito longe da versão redutora do amor romântico, este sentimento polifacetado tem raízes que entroncam na essência do humano, na relação interpessoal e social, e na criação cultural e artística ao longo dos séculos. Se a arte reflete as grandes questões humanas, o amor é a sua mais antiga raiz. Neste curso, cruzaremos literatura, filosofia, ciência e arte, perscrutando as imagens e tentando encontrar os múltiplos sentimentos amorosos nelas guardadas. Sabemos o que disse Pessoa: todas as cartas de amor são ridículas, mas...
 

Programa

1.ª SESSÃO — 13 DE JANEIRO
Um sentimento de sempre com múltiplas faces e valências
A Antiguidade definiu seis categorias do amor. Nesta primeira sessão começamos com Eros, o amor físico, jovem, impulsivo e irrefletido. Como foi representado? Que estórias nos conta?

2.ª SESSÃO — 15 DE JANEIRO
O amor como dádiva
Em contrapeso a Eros, a Agapê, o amor desinteressado a que os romanos chamaram caritas, moldou o pensamento do Cristianismo, revelando modos de amar que marcaram a civilização ocidental e se mantêm presentes nas nossas vidas.

3.ª SESSÃO — 20 DE JANEIRO
O amor maduro, brincalhão e a amizade
Pragma, ludus, filia. Poderia Tolstoi estar errado? O quotidiano conta estórias, mesmo quando não há drama? Formas de registar a cumplicidade, entre palavras e representações artísticas.

4.ª SESSÃO — 27 DE JANEIRO
O amor próprio resiste ao romantismo?
Entre a filautia, o delírio da paixão e a autodestruição. Retratos e relações entre quem olha e quem é olhado. Que registos? Que sacrifícios? E quando se regista a própria imagem, que narrativa queremos passar?

5.ª SESSÃO — 28 DE JANEIRO
Uma nova Agapê
Numa sociedade crescentemente laica, em que a indiferença é inaceitável e a empatia um dos mais valorizados sinais de civilidade, que obras nos contam os contos da resistência e das novas formas do velho amor?


Biografia

Emília Ferreira é licenciada em Filosofia (FLUL), mestre e doutora em História da Arte Contemporânea (FCSH/ NOVA). Historiadora de Arte, conferencista internacional, curadora, educadora pela arte, é autora de ensaio e ficção, tendo várias dezenas de livros publicados. Entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2025, dirigiu o Museu Nacional de Arte Contemporânea e a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves. É representante da European Museum Academy (EMA) em Portugal.