Curso "O Amor é o Olhar Total"
Âmbito Cultural

Curso "O Amor é o Olhar Total"

Cursos
DATA
02 de mar. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 1 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
António Carlos Cortez
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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para o Curso O Amor é o Olhar Total – Poetas Contemporâneos e o Amor na Poesia: Eros, Linguagem e Ideias, por António Carlos Cortez, a realizar-se nos dias 2, 6, 9, 13 e 16 de março, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.

 
Sinopse 

Partindo deste verso de Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007), procura-se dar a ler, em 5 sessões, cinco grandes poetas portugueses contemporâneos em cujas obras o amor é pensado quer como sentimento, quer como sensação. De que modo, no fazer da poesia, o amor é essa “erótica verbal” de que falou Octávio Paz? Como eros, energia vital e criação, a poesia de amor é amor às palavras? Ou, na sua música e força de imagem, são os poemas de amor uma recriação amorosa do amor vivido e pensado? Eis algumas das perguntas a que António Carlos Cortez tentará responder analisando poemas de 5 poetas do nosso tempo.
 

1.ª SESSÃO — 2 DE MARÇO
Mário de Sá-Carneiro (1890-1016)

A expressão agónica do eu moderno e o fundo homoerótico em três poemas: Caranguejola, Manucure e Último Soneto. O amor carnal.

2.ª SESSÃO — 6 DE MARÇO
Jorge de Sena (1919-1978)

O amor da linguagem para compreender a linguagem do amor. Três poemas de Conheço o Sal…, 1977.

3.º SESSÃO — 9 DE MARÇO
David Mourão-Ferreira (1927-1996)

Erotismo da palavra, palavra do erotismo. Três poemas sobre o amor, o corpo, a memória, o tempo e a morte. Ternura, Soneto do Cativo e Romance de Amalfi.

4.ª SESSÃO — 13 DE MARÇO
Gastão Cruz (1941-2022)

A herança camoniana e o amor como desconcerto. Três poemas sobre o amor como um mal. Ou da poesia como inquirição do mal de amor e como “mal de lembrar”. Três poemas: Os nomes desses corpos (1978), Erros (2000) e As flores do mal em 1983 (2017). Um soneto de Camões: “Transforma-se o amador na cousa amada.”

5.ª SESSÃO — 16 DE MARÇO
António Lobo Antunes

Os versos de amor como expressão do Fado Lusíada: amor morte, amor como jogo de azar. Uma tangente à música de Vitorino, o amor é uma voz total.


Biografia

Poeta, ensaísta, crítico literário e professor de Literatura Portuguesa, António Carlos Cortez é doutorado em Ciências da Literatura pela Universidade do Minho. É colaborador permanente do Jornal de Letras, onde assina a coluna de crítica literária “Palavra de Poesia” desde 2003, e do Diário de Notícias, onde assina a coluna de cultura e educação “Direto à Leitura”. Assina também a coluna de cultura e livros “Nosso Tempo”, no semanário Sol. Escreveu cerca de 15 livros de poesia, romances como Um Dia Lusíada (Caminho, 2022) e o livro de contos Cenas Portuguesas (Caminho, 2024).