Distopias: o Futuro do Passado
Âmbito Cultural

Distopias: o Futuro do Passado

Cursos
DATA
12 de nov. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 1 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
Francisco José Viegas
LOTAÇÃO
200 pessoas
Lugares disponíveis
91 pessoas
TERMINADO

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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para o Curso Distopias: o Futuro do Passado, por Francisco José Viegas, a realizar-se nos dias 12, 19 e 26 de novembro e 3 de dezembro, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. 


Sinopse

De um livro passaremos a outros, como na estante de uma biblioteca, e a partir de cada livro passaremos à ideia de que o mundo é imprevisível. A história das distopias contemporâneas está profundamente ligada ao florescimento e ao êxito das utopias – e também ao entusiasmo pelas “boas ideias” que, depois, se transformaram em pesadelos, tanto na política como na religião, mas também no que antes era ficção científica e depois se tornou pura realidade.

A ideia não é apenas a de reconstituir os cenários do apocalipse, descrever a forma como regimes tirânicos e ditaduras oligárquicas se estabeleceram a partir da decadência de sociedades incrédulas e distraídas, ou verificar como muitas previsões do passado, fantasias científicas e viagens no tempo se confirmaram sem surpresa – mas também perceber até que ponto no discurso das utopias estava, desde o princípio, um aviso sobre os seus perigos. Ou de como as “sociedades imaginárias” se transformaram em “sociedades concentracionárias”.

1.ª SESSÃO — 12 DE NOVEMBRO
Um mundo vigiado e concentracionário. Como dois grandes escritores falam da liberdade e do colapso do humano.

2.ª SESSÃO — 3 DE DEZEMBRO
Algumas parábolas sobre a felicidade e a natureza, a perda e a imperfeição, a obediência e a censura – e tudo o que era improvável.

3.ª SESSÃO — 5 DE DEZEMBRO
Diante da hipótese do diálogo entre civilizações, espreitam o desejo de submissão, o poder da religião e a celebração do apocalipse.

4.ª SESSÃO — 17 DE DEZEMBRO
Pode o mundo vir a ser tão harmonioso? Ou como a ideia de utopia é francamente exagerada e serve para tudo.

 

Biografia

Francisco José Viegas nasceu em março de 1962 no Pocinho, Vila Nova de Foz Côa. É editor da Quetzal e diretor da revista Ler. Foi professor e jornalista, além de diretor da revista Grande Reportagem e da Casa Fernando Pessoa. Colaborou em vários jornais e revistas, foi autor de vários programas na rádio e televisão, e desempenhou as funções de secretário de Estado da Cultura. Mantém, desde 2008, uma coluna diária sobre livros no CM. Da sua obra destacam-se títulos de poesia (reunidos na antologia Deixar um Verso a Meio) e romances como Regresso Por Um Rio, Um Crime Capital, Longe de Manaus (Grande Prémio de Romance e Novela da APE) ou A Luz de Pequim (Prémio Fernando Namora, Prémio Pen), além da coletânea de histórias do detetive Jaime Ramos, A Poeira Que Cai Sobre a Terra. Publicou vários livros de crónica, viagem e gastronomia.