Estuário do Tejo: Conhecer para Proteger
Âmbito Cultural

Estuário do Tejo: Conhecer para Proteger

Conferências
DATA
15 de jul. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 1 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
Patrícia Rachina-Lopes, Gonçalo Silva e Bernardo Quintella
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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés e a WWF Portugal têm o prazer de convidar para a conferência Estuário do Tejo: Conhecer para Proteger, a realizar-se no dia 15 de julho pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. Com os oradores especialistas em conservação da natureza Patrícia Rachina-Lopes, Gonçalo Silva e Bernardo Quintella.


Sinopse

O Estuário do Tejo é um dos ecossistemas mais ricos e biologicamente diversos da Península Ibérica, mas o conhecimento científico que existe nem sempre chega à sociedade de forma acessível. Reconhecido como o estuário português mais ameaçado, este é também um ecossistema onde a presença ou ausência de certas espécies funciona como um espelho da sua saúde.

Nesta sessão, promovida em parceria com o El Corte Inglés e a WWF Portugal, no âmbito do Observatório Golfinhos no Tejo, os investigadores Patrícia Rachina-Lopes, Gonçalo Silva e Bernardo Quintella partilham o trabalho de monitorização que desenvolvem neste estuário: desde o acompanhamento dos golfinhos, enquanto predadores de topo e espécies-sentinela que refletem diretamente a qualidade ambiental das águas que habitam; dos cavalos-marinhos da Trafaria, espécie que sinaliza o estado dos habitats costeiros e que depende de ecossistemas saudáveis e produtivos; até à monitorização das populações de corvina, espécie de elevado valor ecológico e económico, e um indicador do equilíbrio das comunidades de peixes estuarinas.

Este encontro convida o público a descobrir o estuário que habita ou que cruza todos os dias, através da ciência que o estuda, protege e revela. 

 

Biografias


Patrícia Rachina-Lopes (MARE|WWF) começou a sua carreira de investigação em comportamento animal em 2007 com a monitorização dos golfinhos-roazes do Sado. Desde então, tem trabalhado com comportamento de golfinhos em meio selvagem e em cativeiro, concluindo o seu doutoramento em Biologia do Comportamento em 2018. Em 2020 decidiu alargar o seu conhecimento na área de bem-estar animal, onde tem focado parte do seu tempo nos últimos anos. De momento é também cocoordenadora do projeto Observatório Golfinhos no Tejo juntamente com a WWF Portugal. 

 
Gonçalo Silva (MARE-NOVA/ MARDIVE) é biólogo, licenciado na Universidade de Évora e doutorado pela Universidade do Algarve, atualmente Professor Auxiliar Convidado no DCEA, investigador no MARE Centro de Ciências do Mar e do Ambiente e fundador da MARDIVE. Nos últimos 20 anos dedicou-se ao estudo da ecologia, conservação e evolução de peixes marinhos, em particular ao efeito das alterações climáticas e à compreensão dos padrões e processos que ocorrem em populações selvagens. O seu trabalho contribuiu para medidas de conservação, nomeadamente a designação, implementação e monitorização de áreas marinhas protegidas, bem como para a gestão de espécies e habitats de interesse para a conservação, como é o caso dos cavalos-marinhos. Através da ciência que desenvolve e destas espécies-bandeira, procura comunicar para uma audiência mais vasta, seja o público em geral ou o público jovem em idade escolar, através de palestras, comunicação social e artigos de opinião, e envolvendo as comunidades locais.


Bernardo Quintella (MARE-FCUL) é Investigador Auxiliar na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e no Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE). Biólogo, tem desenvolvido a sua investigação na área da Ecologia Aquática, em particular no que se refere ao estudo das migrações piscícolas. Para isso, utiliza um conjunto diversificado de metodologias que vão desde biomarcadores a marcas artificiais (eletrónicas) que permitem estudar a ecologia dos movimentos. No estuário do Tejo, tem trabalhado com espécies como a corvina-legítima, que utiliza este sistema como área de viveiro e reprodução. Paralelamente, tem acompanhado a pesca dirigida a esta espécie e contribuído para a definição e implementação de medidas de gestão articuladas entre pescadores e a administração responsável pelas atividades piscatórias na área de jurisdição marítima.