Marguerite Duras: A Aventura de Escrever (1.ª Sessão)
Âmbito Cultural

Marguerite Duras: A Aventura de Escrever (1.ª Sessão)

Conferências
DATA
13 de fev. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 2 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
Ana Rocha
ESGOTADO

As inscrições para o evento terminaram em 26/01/2026


Caso seja do seu interesse...

Propomos-lhe mais eventos que certamente se adequarão ao que procura.

VER MAIS EVENTOS

DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para a 1.ª Sessão do Ciclo de Conferências Marguerite Duras: A Aventura de Escrever, por Ana Rocha, a realizar-se no dia 13 de fevereiro, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.


Sinopse

A escritora francesa morreu em Paris há 30 anos, em março de 1996. Contam as pessoas que contactaram diretamente com Marguerite Duras que ela exercia “o efeito de Medusa” sobre os interlocutores: tal como a divindade grega, paralisava-os, não pelo seu olhar, mas pela potência do seu verbo, conseguindo a façanha de lhes impor rapidamente a sua visão sobre a literatura, o movimento da Resistência, o colonialismo, o antimilitarismo, o feminismo, o comunismo e o esquerdismo.

Durante décadas, Marguerite Duras marcou a literatura e o cinema europeus. Juntamente com Robbe-Grillet, Claude Simon, Nathalie Sarraute e Michel Butor, foi um dos vultos importantes do Nouveau Roman, questionando o Realismo do século XIX e o romance tradicional numa série de obras com narrativas não-lineares que operavam com a desconstrução e a desestruturação das personagens, apostando na primazia da forma sobre o conteúdo. Com o foco sempre colocado na “aventura de escrever”, as palavras dos seus livros caíam como pedras em frases plenas, preciosas, carnudas e ondulantes, ora lentas ora rápidas. Com O Amante, Duras recebeu em 1984 o Prémio Goncourt.

1.ª SESSÃO — 13 DE FEVEREIRO
Nesta sessão, serão analisados alguns momentos da vida da escritora que nasceu na Indochina em abril de 1914, tendo recebido o nome de batismo Marguerite Germaine Marie Donnadieu. Será destacada a investigação da jornalista Claire Julliard em Sombras e Silêncios de Marguerite Duras, expondo-se as ligações da escritora ao regime colonial francês, explorando também alguns dos segredos que ela manteve sobre a sua vida profissional e pessoal na França ocupada pelo exército alemão. «Vivo o real como um mito», escreveu. A linguagem normalizada, a gramática normalizada e o estilo de escrita normalizado que formatam o pensamento não estão presentes na sua vastíssima obra, com títulos como A Dor, O Marinheiro de Gibraltar, Olhos Azuis, Cabelo Negro, Chuva de Verão, O Vice-Cônsul e O Amante, alguns dos seus livros mais lidos.


Biografia

Ana Rocha nasceu em Moçambique. Com licenciatura e mestrado em Filosofia, é professora, conferencista, investigadora, dramaturga e jornalista cultural. É a curadora (pro bono) do ciclo anual de conferências que criou em 2022 com o nome Diálogos em Marvão. Desde 2006 é colaboradora na área da música no semanário Expresso, depois de trabalhar durante 20 anos como jornalista cultural no vespertino A Capital. Nas edições Húmus, publicou três peças de teatro intituladas A Origem do Mundo, Antero Q e Wagner, A Arte da Fuga.