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O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para a Conferência "O Alto Douro UNESCO: História e evolução da linha ferroviária que o percorre", por Pedro Mêda, a realizar-se no dia 14 de Outubro, pelas 18:30 horas, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Gaia – Piso 6.
Sinopse
O Alto Douro Vinhateiro foi classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 14 de dezembro de 2001. Antes disso, muitos escreveram sobre esta região, focando-se na paisagem, nas gentes, no rio, no vinho e até nas barragens. O Douro foi cenário de romances, livros de viagens e dramas. Mas, na tela do vale do Douro reside uma ténue, mas estruturante linha; o Caminho de Ferro do Douro. A sua construção serviu vários propósitos, moldou a paisagem, transformou as dinâmicas económicas da região e tornou-se palco de uma das mais belas viagens de comboio. A história, segredos e curiosidades desta linha, ou, o Douro visto da perspetiva da ferrovia e a sua dimensão de serviço ao património da UNESCO, é a perspetiva que se pretende abordar nesta sessão.
Biografia
Pedro Mêda
Pedro Mêda (Porto, 1982) é doutorado em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Exerce funções como engenheiro civil, gestor de projetos e investigador no ICS – Instituto para a Construção Sustentável, sendo também Professor Auxiliar Convidado no Departamento de Engenharia Civil e Georrecursos da FEUP.
É membro especialista em Direção e Gestão da Construção da Ordem dos Engenheiros e desempenha o cargo de Secretário da Direção Nacional da APAC – Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro. O seu interesse pela ferrovia manifestou-se desde cedo, cruzando-se com a engenharia civil, em particular na sequência da construção da ponte de São João, cuja execução teve oportunidade de acompanhar a partir da sua residência em Vila Nova de Gaia. Essas vivências contribuíram para a definição do seu percurso académico e profissional.
É autor de diversos livros e artigos dedicados à temática ferroviária, incidindo, em particular, sobre a evolução histórica das linhas, pontes, túneis, estações e infraestruturas associadas. Esta sua atividade de investigação e divulgação assenta na convicção de que a história da ferrovia constitui um domínio indissociável da história da engenharia civil em Portugal, encontrando na linha do Douro exemplos particularmente relevantes desse património comum.