O Livro: Uma Metáfora Sobre a Vida e a Morte
Âmbito Cultural

O Livro: Uma Metáfora Sobre a Vida e a Morte

Conferências
DATA
17 de nov. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 2 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
Francisco Moita Flores
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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para a conferência O Livro: Uma Metáfora Sobre a Vida e a Morte, por Francisco Moita Flores, a realizar-se no dia 17 de novembro pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. 


Sinopse

Um livro fechado é um bem disponível, mas sem uso. Apenas ganha sentido quando o abrimos e aceitamos o contrato de convivermos com as suas personagens durante um tempo. É raro alguém saber o dia e a hora a que termina esse enlace. Assim é com a Vida, como sublinha o Génesis: todos iremos morrer em dia e hora que desconhecemos. O livro lê-se página a página. Capítulo a capítulo. Até que chega a palavra “FIM”. Não é por acaso que nas paisagens cemiteriais encontra monumentos onde se encontra esculpido um livro na pedra com a palavra “Fim”. Significa que aquela família rememora o ente querido como se tivesse sido um livro que chegou ao seu termo.  

Por outro lado, as páginas são a reprodução simbólica do nosso quotidiano. Convivemos com as personagens, escutamo-las, muitas vezes aprendemos com elas, linha a linha, como se fossem pessoas com as quais repartimos o nosso tempo. Vida e Morte são a tessitura desta relação que acrescenta valor à nossa existência, com a incorporação subjetiva dos psicodramas lidos na dimensão ontológica do nosso viver.  

 

Biografia

Francisco Moita Flores é dos autores de língua portuguesa mais conhecido, quer pela sua obra literária (A Fúria das Vinhas, Segredos de Amor e Sangue, A Opereta dos Vadios, Mataram o Sidónio!, entre muitos outros títulos), quer pelos brilhantes trabalhos para cinema e televisão, entre os quais A Ferreirinha, Ballet Rose, Alves dos Reis, O Processo dos Távora ou O Bairro. Mestre na arte dos diálogos, dá corpo e alma às personagens à medida que desenvolve a narrativa dramática, assumindo em cada romance a sua dimensão humanística e de intervenção cívica, através de uma forma simples carregada de duplo sentido.