Evento aberto ao público.
O Âmbito Cultural do El Corte Inglés e a Guerra & Paz têm o prazer de convidar para a apresentação do livro Portugal, a Democracia, o PS, que Futuro?, de Vitor Ramalho, a realizar-se no dia 11 de setembro pelas 18:30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. A apresentação ficará a cargo de Bruno Gonçalves.
Sinopse
Vitor Ramalho é uma personalidade que, onde serviu, deixou marca e fez obra. Foi assim como advogado de questões sociais e laborais e como membro de dois governos constitucionais.
O seu sucesso em projetos de viabilização de cerca de 50 empresas com situações falimentares, entre as quais a Lisnave, devem-lhe o contributo determinante a que foi chamado a prestar. A dimensão que deu à Fundação Inatel enquanto seu presidente ou a projeção que deu à UCCLA são hoje indissociáveis do seu nome e colaram-se-lhe à pele, tendo feito História ao recolocar nesta o papel da Casa dos Estudantes do Império.
O seu nome está também associado ao 1.º Congresso dos Quadros Angolanos no Exterior, antecâmara da intervenção da sociedade civil nos acordos de paz para Angola, de onde é natural, e ainda após o processo de pacificação da região de Ressano Garcia, em Moçambique, tendo sido encorajador do processo de paz que este país africano alcançaria. Por onde passou, Vitor Ramalho saiu sempre pelo seu pé, recusando aceitar ser a política uma carreira, mas apenas a expressão do espírito de servir. Não admira que entenda que a política está para lá da «espuma dos dias» e que a grandeza da mesma impõe que seja pensada com os olhos postos no futuro, ou seja, estrategicamente.
Este Portugal, A Democracia, o PS, Que Futuro?, escrito por um homem de partido e de causas, é, por isso, transversal, tendo que ver com prioridades que, por decorrerem de funções soberanas do Estado, respeitam a todos os cidadãos e não apenas ao seu partido, o PS. Nesse sentido, é uma pedrada no charco de quem pensa a Política, com «p» maiúsculo, e quer abanar a monotonia centrada na espuma dos dias.
Biografia
Vitor Ramalho nasceu na Caála, Angola, em 21 de julho de 1948, licenciando-se em Direito, pela Universidade de Lisboa.
Exerceu advocacia e teve funções governativas como secretário de estado do Trabalho no governo do Bloco Central (1984-1985) presidido por Mário Soares. Foi secretário de estado adjunto do ministro da Economia no primeiro governo de António Guterres (1997-2000), consultor da Casa Civil do Presidente da República Mário Soares (1986-1996) e deputado eleito pelo Partido Socialista (2000-2008).
Assumiu a vice-presidência da Cruz Vermelha Portuguesa (1999-2003), foi professor convidado da Universidade Autónoma de Lisboa, presidente da Fundação INATEL, presidente da direcção da Associação Cívica Participar+ e secretário-geral da UCCLA.
Recebeu a medalha de mérito da Câmara Municipal de Lisboa e foi agraciado com os títulos de Grande-Oficial e Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, Grande-Oficial da ordem de mérito da Alemanha e Grã-Cruz da Ordem Asteca do México – Banda.
Autor de várias publicações técnicas sobre o direito do trabalho e o mundo lusófono, tem ainda livros publicados, como A Memória do Futuro, Crónica de Uma Amizade Fixe e As Minhas Causas.