Portugal Hoje: Antero e Eça ou Uma Visão Essencial Sobre Portugal
Âmbito Cultural

Portugal Hoje: Antero e Eça ou Uma Visão Essencial Sobre Portugal

Conferências
DATA
14 de set. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 2 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
António Carlos Cortez
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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para a conferência Portugal Hoje: Antero e Eça ou Uma Visão Essencial Sobre Portugal, por António Carlos Cortez, a realizar-se no dia 14 de setembro, pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa.


Sinopse 

Trata-se, nesta conferência sobre decadência e esperança, de pensar esse "reino à beira do planeta" de que falou António Nobre no  (1892), mas atualizando certas teses de Antero de Quental (1842-1891) e Eça de Queirós (1845-1900). Os Vencidos da Vida, caros portugueses de hoje, não foram vencidos. Muitos dos seus diagnósticos estavam e estão corretos. Sucede que, em 2026, impõe-se dar a conhecer certas teses dos autores de As Causas da Decadência dos Povos Peninsulares, e de ver como em Os Maias (1888) Eça se coloca ao lado de Antero e faz a nossa radiografia cultural. «A nossa fatalidade é a nossa história», sentenciou Antero. Em Os Maias, Ega, o alter ego de Carlos, arranca a última flor que resiste no jardim do Ramalhete, símbolo da esperança. Cortez propõe-nos reler o nosso tempo seguindo os passos do grande criador de Os Maias e do poeta-filósofo. O que defende? Que jamais os vencidos foram vencidos.

 

Biografia 

Poeta, ensaísta, crítico literário e professor de Literatura Portuguesa, António Carlos Cortez é doutorado em Ciências da Literatura pela Universidade do Minho. É colaborador permanente do Jornal de Letras, onde assina a coluna de crítica literária “Palavra de Poesia” desde 2003, e do Diário de Notícias, onde assina a coluna de cultura e educação “Direto à Leitura”. Assina também a coluna de cultura e livros “Nosso Tempo”, no semanário Sol. Escreveu cerca de 15 livros de poesia, romances como Um Dia Lusíada (Caminho, 2022) e o livro de contos Cenas Portuguesas (Caminho, 2024), entre outros. Foi ele o vencedor da edição de 2026 do Prémio de Ensaio Jacinto Prado Coelho, atribuído pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários (APCL), com o apoio financeiro da DGLAB. A distinção foi atribuída à obra O Fim da Educação – Crise, Crítica, Ensino e Utopia, publicada pela Guerra e Paz em 2025.