Recomeçar
Âmbito Cultural

Recomeçar

Apresentação de livro
DATA
05 de dez. às 17:00 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 2 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
Marianela Mirpuri
Tem interesse neste evento?
INFORMATIVO

Evento aberto ao público.


DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para o lançamento do livro de memórias Recomeçar, de Marianela Mirpuri, a realizar-se no dia 5 de dezembro pelas 17:00, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. A apresentação ficará a cargo da filha, Mónica Mirpuri Matias. Todos os donativos e lucros resultantes da venda do livro revertem a favor da Associação Bianca. 


Sinopse

A menina que um dia sonhou construir uma cidade perfeita continua em mim.

Durante muitos anos, quase me esqueci dela. Havia sempre um avião para apanhar, um projeto para pôr de pé, um problema para resolver. Vivi depressa. Arriquei muito. Ganhei algumas vezes, perdi outras. Amei, fui mãe, despedi-me de pessoas que julgava que ficariam para sempre e descobri que há perdas que mudam a forma como olhamos para tudo o resto.

Este livro nasceu quando olhei para trás e perguntei-me o que ficou de todas essas vidas. E, no meio de tudo, encontrei aquela menina outra vez. 

A cidade perfeita ainda não existe, mas eu também ainda não acabei.


Biografia

Nascida em Angola e desde os 13 anos a morar em Portugal, a empresária Marianela Mirpuri, fundadora e CEO da Hera — Associação para o Empoderamento da Mulher e da empresa Good Bottle, vê com ressalvas a política imigratória adotada pelo Governo de Luís Montenegro. «Não é o caso de se fechar portas, mas de integrar», diz. Para ela, não se pode transformar os imigrantes em inimigos e culpá-los pelas falhas estruturais do Estado. «Temos de lembrar que, por trás de cada imigrante, há famílias em busca de uma vida melhor. O ser humano deve ter a sua dignidade respeitada, e o Estado tem as suas responsabilidades», ressalta.

Marianela afirma ser a favor de uma imigração regulada mas, no seu entender, a regulação deve ser acompanhada de programas de integração e de acesso a serviços básicos e à documentação para que os imigrantes possam trabalhar legalmente e contribuir. «Portugal necessita de imigrantes. Muitos setores da economia portuguesa dependem da mão de obra estrangeira, sobretudo os da construção civil, hotelaria e restauração. Tem que haver integração e formação. Quando isso não acontece, está tudo errado», enfatiza.

Segundo a empresária, a imigração precisa de ser sustentada, com programas que estimulem os imigrantes a permanecer em Portugal, sem que o país seja apenas uma rota de passagem. De resto, esse roteiro de evasão de mão de obra já é seguido por muitos jovens portugueses, que se formam mas preferem trabalhar noutros países europeus devido às baixas remunerações em Portugal.