Turandot: a Femme Fatale de Puccini?
Âmbito Cultural

Turandot: a Femme Fatale de Puccini?

Conferências
DATA
22 de jul. às 18:30 h.
LOCAL
El Corte Inglés Lisboa - Avda. António Augusto de Aguiar, 31, 1069-413 Lisboa - SALA 2 DO ÂMBITO CULTURAL, PISO 6
ORADOR
António Chagas Rosa
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DESCRIÇÃO

O Âmbito Cultural do El Corte Inglés tem o prazer de convidar para a conferência warm up do Operafest 2026, Turandot: a Femme Fatale de Puccini?, pelo compositor António Chagas Rosa, a realizar-se no dia 22 de julho pelas 18h30, na Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés de Lisboa. 


Sinopse

No palco pucciniano – e, em larga medida, também na vida do compositor – a figura feminina ocupa uma centralidade raramente igualada na história da ópera. Poucas óperas edificam o drama com tamanha intensidade em torno das mulheres, das suas paixões e vulnerabilidades e da forma como, nelas, o amor se confunde com perda e sacrifício.

Não fosse Turandot, a última ópera de Giacomo Puccini, com a implacável princesa que condena à morte os pretendentes incapazes de decifrar os enigmas, dir-se-ia que o panteão das heroínas puccinianas é quase inteiramente povoado por mulheres dispostas a morrer por amor – Mimì, Tosca, Cio-Cio-San: figuras de entrega absoluta, conduzidas a destinos trágicos. Turandot irrompe, porém, como dissonância nesse universo: não é vítima, mas juíza; não se sacrifica, faz sacrificar; onde as outras se consomem, ela endurece. Será, então, a femme fatale de Puccini – ou, antes, a expressão mais extrema de um imaginário que inscreve o feminino na fronteira entre fascínio e destruição?


Biografia

António Chagas Rosa é compositor e Professor Auxiliar no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. Ao longo da sua carreira, tem dedicado uma parte significativa da sua criação artística à ópera. Em 1994, no âmbito de Lisboa Capital Europeia da Cultura e de uma encomenda do ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian, compôs a sua primeira ópera, Cânticos para a Remissão da Fome. Por encomenda das cidades do Porto e de Roterdão, Capitais Europeias da Cultura em 2001, compôs Melodias Estranhas. Em 2020 regressou ao género com O Homem dos Sonhos, encomenda da Ópera do Castelo, estreada no Teatro São Luiz e posteriormente apresentada em vários locais, incluindo o Operafest Lisboa. Encontra-se, atualmente, a concluir uma nova ópera, encomendada também pela Ópera do Castelo, que terá estreia absoluta em 2027. Formado em História pela Universidade Nova de Lisboa, concluiu as pós-graduações em Composição e Música de Câmara nos Países Baixos, onde foi maestro repetidor no Muziektheater de Amesterdão e professor da classe de ópera do Conservatório Sweelinck. É doutorado em Música pela Universidade de Aveiro, onde leciona desde 1996 e integra a unidade de investigação INET-md.

 

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Operafest Lisboa e Oeiras 2026 está de volta com grandes óperas e estreia absolutas, celebrando Camões e Camilo Castelo Branco em torno do “enigma"!

Vem aí 7.ª edição do Operafest Lisboa e Oeiras, sob a égide do “enigma”. Arranca no cenário único do Convento da Cartuxa, com Turandot, a ópera inacabada de Giacomo Puccini e uma das mais grandiosas óperas de sempre, um concerto sinfónico dedicado comemorando os 500 anos de Camões, com a estreia absoluta do poema sinfónico Lusíadas de Nuno da Rocha, em dose dupla com Vathek de Luís de Freitas Branco e ainda As Bodas de Fígaro, de Mozart. 

De volta à capital, é a vez de Heroínas Mortíferas no Teatro Romano, a estreia absoluta da performance Anátema, celebrando Camilo Castelo Branco, o ciclo Cine-Ópera na Cinemateca Portuguesa, Conferências no Âmbito Cultural do El Corte Inglés  e um final em grande com  a 5.ª edição  do concurso nacional de ópera contemporânea, Maratona Ópera XXI, com duas ópera em estreia absoluta: A Estranha Vida de Coisa e Último Andamento, na Aula Magna. Bem-vindo ao Operafest e ao mundo trágico da ópera!