Tendências gastronômicas 2026: o sabor e os contrastes inesperados destacam-se
Em 2026, a comida deixará a rotina de lado e vai tornar-se uma desculpa para experimentar diferentes sensações, onde cada mordida revelará uma história que surpreenderá o paladar.
As tendências gastronômicas para 2026 envolvem diretrizes como bem-estar, prazer, sustentabilidade... Mas, acima de tudo, convidam-nos a arriscar com combinações originais, incorporando propostas de outras culturas e brincando com contrastes inesperados: o doce agora é salgado, o picante e as especiarias fazem-nos viajar e os alimentos reinventam-se com toques ousados.
O sabor torna-se protagonista indiscutível diante, por exemplo, da técnica, que foi o centro das tendências passadas. Os caminhos para estimular o paladar passam, pelo menos, por se aproximar de outras gastronomias, buscar novos usos para ingredientes clássicos, conectar-se com a autenticidade e a tradição.
A chave é que a comida não seja entediante, mas que provoque uma experiência que surpreenda, que gere sensações.
10 produtos que são pura tendência em 2026
Descubra uma seleção de produtos e propostas gourmet que fazem parte desta nova maneira de comer. Vai participar?
Escolhida pela McCormick como “Sabor do ano 2026”, o seu gosto é surpreendente, agridoce, mas com nuances herbais e florais, e sua cor é intensa e atraente, tornando-a um ingrediente visualmente poderoso.
Na confeitaria e coquetelaria, é usada há décadas na Europa e agora ganha força em pratos salgados, molhos e glaceados, pois adiciona profundidade sem dominar os sabores. Pode experimentá-la em diversos produtos, que, além de sozinha, é ideal para servir com queijo.
Originário da China, adotado pela Coreia e pelo Japão, este cítrico com sabor entre limão, tangerina e toranja, de aroma muito particular, está cada vez mais presente em bebidas e produtos de confeitaria fora da cozinha asiática, onde sempre foi considerado um alimento gourmet. Saber que o yuzu aporta o dobro ou o triplo de vitamina C em relação a cítricos como o limão e a laranja, ou que possui muita fibra que ajuda a aliviar o estresse, tem contribuído para sua expansão internacional e até para ser o foco de muitos produtos de beleza. Pelas suas qualidades, está presente em infinidade de alimentos.
Em 2021, uma empreendedora britânico-egípcia chamada Sarah Hamouda inspirou-se na sobremesa tradicional árabe knafeh para criar uma mistura muito pessoal de chocolate, creme de pistacho e massa crocante tipo kadaif. As redes sociais cuidaram de tornar essa “invenção” o doce mais desejado e hoje consolida-se como um símbolo de luxo e sofisticação, unindo raízes culturais com uma grande dose de imaginação.
Sem dúvida, está muito na moda. O fato de ser um ingrediente protagonista no chocolate do Dubai ajudou a torná-lo tendência, mas não só isso. Diferentes formas de consumi-lo foram chave para o seu sucesso, além do seu delicioso sabor. Podemos encontrá-lo em pestos, molhos, cremes para passar e, claro, em todo tipo de mixes de castanhas. O que está totalmente em alta é experimentá-lo combinado com especiarias, resultando em misturas que unem Oriente e Ocidente.
O caramelo salgado é outro ingrediente que cada vez está mais presente na nossa gastronomia. Embora já existissem versões de caramelo com sal na Bretanha francesa há décadas, foi Henri Le Roux quem, em 1977, criou o caramel au beurre salé com a famosa manteiga da região. Tanto agradou que ganhou o prêmio de Melhor Doce da França no Salão Internacional da Confeitaria de 1980. Décadas depois, o caramelo salgado é tendência por se aproximar de diversos alimentos, chegando até mesmo à alimentação desportiva.
No estado de Chihuahua (México), a produção desta pimenta defumada continua a ser artesanal, baseada nos costumes astecas. Produto único no mundo, terá em 2026 uma certificação ao estilo de uma IGP espanhola, que no México não é comum.
O chipotle tem o que está em tendência: é ancestral, cultural e picante, tornando-se um dos sabores mais procurados.
Ajuda na sua expansão global o fato de que sua picância é moderada. Está presente em inúmeros molhos mexicanos. Comprado em pó, pode ser um ingrediente muito interessante para ensopados e assados.
O baobá não é um alimento novo, mas passou de ser local a global. Trata-se do fruto de uma árvore milenar de mesmo nome, típica da África Subsaariana. Nesse território, tem sido consumido especialmente tanto por suas amplas vantagens nutricionais (vitamina C, fibra) quanto pelo seu delicioso sabor naturalmente agridoce, entre toranja, pera e baunilha. Há uma década, chefs profissionais e alguns conhecedores começaram a incorporar a sua polpa em pó em algumas receitas, estimulados pelo seu sabor inovador e pelo seu perfil saudável.
É usado em gelados e smoothies; também aparece em iogurtes, molhos, bebidas, barrinhas de energia ou cereais.
O piri-piri, remete-nos novamente à África, embora tenha sido Portugal a difundi-lo graças à combinação com pimentas pequenas trazidas das Américas.
A sua fama cresceu com as redes de frango assado e chefs que procuravam um picante intenso, porém equilibrado, capaz de transformar pratos simples em experiências intensas. Poderá encontrá-lo em marinadas de frango, também como tempero para camarões, legumes assados, maioneses, molhos com mel ou combinações de fusão.
Baos são pãezinhos cozidos no vapor originários do sul da China, macios e fofinhos, que fazem parte da culinária tradicional asiática há décadas. Em 2026, consolidam-se como tendência em versão mini, pois permitem apresentações criativas e visualmente atraentes, brincando com cores, preenchimentos e texturas. Também são servidos com carne de porco ralado, frango marinado ou legumes salteados, pois são transformados em doces com frutas, creme de chocolate ou leite condensado.
Além dos alimentos frescos provenientes da agricultura orgânica, o consumidor em 2026, diante de rótulos confusos, escolherá produtos com certificação orgânica. Não apenas por consciência ambiental; também pela procura da saúde, entendendo o produto orgânico como mais saudável.
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